O TRIBUNAL DE CRISTO – O QUE VAI ACONTECER COMIGO?

O TRIBUNAL DE CRISTO

“Pois é necessário que todos sejamos apresentados diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo”. (2Co 5:10)

A obra que Deus realizou em nossas vidas, renovando a nossa mente, nos concedendo o dom da fé em Cristo Jesus, e nos tornando Seus filhos amados, é uma obra que nos favorece em todos os sentidos. 

Foi por meio de todas essas bençãos, que recebemos a salvação eterna da nossa alma.

Contudo, existe um aspecto importante que devemos considerar: A Bíblia com seus ensinamentos profundos e misteriosos, nos revela que: É necessário que todos sejamos apresentados diante do Tribunal de Cristo…

Recebemos o comunicado celestial de que antes de entrarmos no céu para vivermos eternamente com Deus, devemos comparecer neste Tribunal Divino, conhecido como O Tribunal de Cristo. Esse não é o único Tribunal que a Bíblia menciona, existe também o Julgamento do Grande Trono Branco.

Nós, que cremos no Senhor, compareceremos somente no Tribunal de Cristo. Certo irmão, mencionou que esse tribunal será como uma grande reunião de família, onde todos os salvos estarão presentes para receberem a retribuição do bem ou do mal que fizeram por meio do corpo.

Nessa grande reunião, não falaremos sobre a salvação de nossas almas. Não será discutido se vamos perder ou ganhar a salvação, porque essa questão já está resolvida.

Deus já nos concedeu a benção da salvação e a benção de morarmos no céu. Contudo, esse Tribunal será realizado, com o propósito de ganharmos ou perdermos o nosso galardão – que são os prêmios e as bençãos especiais, que receberemos, se nos dedicarmos a praticar o bem, durante o tempo que vivermos no mundo.

Essa reunião, que ocorrerá nas regiões celestiais, é para tratar de várias questões relacionadas ao nosso estilo de vida. O modo como vivemos, demonstrará se obedecemos aos ensinamentos de Cristo, se cultivamos um bom relacionamento com Deus e, se as nossas escolhas produziram o bem ou o mal na vida de outros.

Receberemos a retribuição pelo bem e pelo mal que praticamos.

A notícia desse tribunal é um chamado para vivermos com o coração voltado para a prática do bem, visando recebermos o bem como retribuição, e não o mal.

Não haverá meios de apresentar desculpas quando formos julgados, porque serão as nossas obras que levantarão a voz, para falarem do bem ou do mal que praticamos.

A mensagem brilha e anuncia a todos os filhos de Deus: 

“Cada um receberá a retribuição pelo que fez por meio do corpo, de acordo com o que praticou, seja o bem, ou seja o mal”.

EVITAR AS PRÁTICAS DO MAL 

Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. (Mt 7:1)

Os males que podemos praticar, para atrair juízo sobre nós, são muitos. 

Na carta que Paulo escreveu aos coríntios, encontramos orientações sobre algumas práticas que devemos evitar, a fim de vivermos de modo digno do Senhor.

Devemos evitar a idolatria, que afeta profundamente o nosso relacionamento com Deus; evitar a prática de imoralidade entre irmãos, entre casais de namorados e com as pessoas do mundo, que nos torna impuros diante do Pai Celeste. E evitar a murmuração, que são as reclamações da vida, que comprometem o avanço do nosso crescimento espiritual.

Nessa mensagem, desejamos especialmente, meditar na prática tão difundida no meio da Igreja, que é julgar, acusar e condenar os irmãos.

A prática de observar e acusar os erros dos irmãos é reconhecida no mundo inteiro. Onde tiver olhos para ver e boca para falar, a nossa velha natureza entrará em ação, com especial prazer, em observar, comentar e julgar os erros de outros.

Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus.

Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus. (Rm 14:10-12)

A justiça que será usada no Tribunal de Cristo é muito equilibrada: 

Se eu julgar um irmão pelo seu estilo de vida; e censurar e determinar que ele merece que a mão de Deus pese sobre ele, por causa dos seus muitos pecados; eu também serei julgado com o mesmo critério e a mesma medida que usei.

Fui duro e exigente em julgar, em criticar e condenar o irmão? Então receberei o mesmo tratamento duro e exigente sobre meus erros.

Há, mas eu fui brando e compreensivo! Agi com bondade para com o pecador. Neste caso serei tratado com brandura e bondade pelos meus próprios pecados.

Conseguimos entender? A mesma medida, o mesmo critério que eu usar ao julgar será usado contra mim.

ENXERGANDO OS PRÓPRIOS ERROS

Às vezes temos a impressão de que somente os outros pecam.

No entanto, Jesus ensinou que enquanto eu não enxergar com clareza os meus próprios erros e perceber as minhas inclinações para o mal, estarei cego.

Jesus disse que somos capazes de enxergar um cisco no olho do irmão, mas não somos capazes de enxergar a trave que está em nossos próprios olhos.

Se eu julgo e condeno é porque ainda não enxerguei meus próprios defeitos, e ainda penso, que sou todo certinho.

Entretanto, a fonte que impulsiona os meus pecados e os pecados do meu irmão é a mesma.

É a nossa velha natureza que nos incita a pecar. Não é bom viver com os olhos fechados para os meus erros, e os olhos abertos para os erros dos outros.

Esse pecado se levantará contra nós, por isso devemos confessar e abandonar essa prática terrível, pois, no Tribunal de Cristo receberemos a devida retribuição se continuarmos vivendo nessa prática que tanto desagrada ao Senhor.

COMO SE APRESENTAR NO TRIBUNAL DE CRISTO

“Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado”. (1Jo 1:7)  

Se é difícil andar com certos irmãos, porque levam uma vida impura e cheia de erros, então, devemos orar e interceder por eles diante do trono da graça. 

Orar ao Pai Celeste, para que o Espírito Santo toque em seus corações e seus olhos sejam abertos para viverem uma vida mais santa e mais pura neste mundo.

Desse modo, abençoamos a vida dos irmãos com nossa intercessão e nos livramos de pecar com julgamentos e acusações.

 Pois, no Tribunal de Cristo, é melhor recebermos o galardão de quem praticou o bem.       

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. (1Jo 1: 9)   

Contudo, o que faremos com os pecados que já praticamos, com os irmãos que já julgamos, e com– os pecados que ainda estamos sujeitos a praticar?

Devemos nos arrepender e confessar os pecados para o nosso Pai Eterno. 

Ao confessarmos, Deus nos perdoa, nos limpa e purifica de toda injustiça que praticamos.

E, se os nossos pecados estão perdoados, não seremos acusados da prática do mal, porque já confessamos, e Deus nos perdoou.

No Tribunal de Cristo não serão mencionados os pecados já confessados e perdoados.

Confessar os pecados é a prática de ouro, que brilha diante do trono da graça, porque nos purifica e nos perdoa do mal que fazemos por meio do corpo.

Nunca deixe de confessar os seus pecados. Se for preciso confesse diariamente. Toda vez que a sua consciência indicar, confesse imediatamente o seu erro e o seu pecado na presença de Deus. 

Essa prática, nos permite viver caminhando na luz com a consciência tranquila, diante de Deus e das pessoas.

Também garante, que seremos retribuídos com o bem, quando comparecermos no Tribunal de Cristo.

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Autor:

idelvam.com

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